Empresas & Novos Negócios

MEI, ME ou EPP: qual enquadramento escolher

Neste artigo
  1. Comparativo rápido
  2. Quando o MEI deixa de ser a melhor opção
  3. ME ou EPP: o que muda na prática?
  4. Simples Nacional sempre compensa?
  5. O que a Reforma Tributária altera
  6. Perguntas frequentes
  7. Como o Chambarelli Advogados pode ajudar

MEI, ME e EPP são enquadramentos por porte, definidos principalmente pelo faturamento anual. O MEI atende o empreendedor individual com faturamento de até R$ 81 mil por ano em 2026 (limite que sobe a partir de 2027); a ME (microempresa) fatura até R$ 360 mil; a EPP (empresa de pequeno porte) fatura de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões. O regime tributário, como o Simples Nacional, é uma escolha separada, embora esteja ligado ao porte.

Resumo

  • Porte (MEI, ME, EPP) e regime tributário (Simples, Lucro Presumido, Lucro Real) são coisas diferentes.
  • O MEI tem limite de faturamento e de atividades e pode ter poucos empregados; os limites mudam a partir de 2027.
  • ME e EPP podem optar pelo Simples Nacional, se não houver impedimento.
  • Ultrapassar limites gera desenquadramento e cobrança de diferenças.
  • A Reforma Tributária cria a opção de recolher CBS e IBS fora do Simples.

Comparativo rápido

MEI ME EPP
Faturamento anual Até R$ 81 mil em 2026 Até R$ 360 mil De R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões
Sócios Não tem; titular único Um ou mais Um ou mais
Empregados Até 1 (até 2, pela nova lei) Sem limite legal específico Sem limite legal específico
Atividades Lista restrita Ampla Ampla
Tributação Valor fixo mensal (DAS-MEI) Simples ou outro regime Simples ou outro regime

Em outubro de 2026 foi sancionada a lei complementar originada do PLP 186/2026, que eleva o limite do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028 e passa a admitir até dois empregados. Confira a data de início de cada regra antes de decidir.

Quando o MEI deixa de ser a melhor opção

  • quando o faturamento se aproxima do limite anual;
  • quando a atividade não está na lista permitida, como muitas profissões intelectuais regulamentadas;
  • quando há um sócio no negócio;
  • quando a empresa precisa de mais de um empregado;
  • quando clientes empresariais exigem contratos e garantias mais robustos.

ME ou EPP: o que muda na prática?

A diferença está no faturamento e, no Simples Nacional, nas faixas de alíquota. ME e EPP podem ter a mesma estrutura jurídica, normalmente uma LTDA ou SLU, e têm acesso aos benefícios da Lei Complementar 123/2006, como tratamento diferenciado em licitações e obrigações simplificadas. O enquadramento muda automaticamente conforme a receita.

Simples Nacional sempre compensa?

Não necessariamente. Empresas com margem baixa, folha de salários pequena ou que vendem para outras empresas podem pagar menos no Lucro Presumido. Há ainda o sublimite de R$ 3,6 milhões, acima do qual ICMS e ISS deixam de ser recolhidos dentro do Simples. A escolha deve partir de uma simulação com os números reais da empresa.

O que a Reforma Tributária altera

O Simples Nacional foi mantido. A partir da implantação da CBS e do IBS, a empresa do Simples poderá optar por recolher esses dois tributos pelo regime regular, permitindo que clientes empresariais aproveitem créditos integrais. Para quem vende principalmente a outras empresas, essa opção pode ser decisiva para continuar competitivo.

Perguntas frequentes

O que acontece se o MEI faturar acima do limite?

Se o excesso for de até 20%, o desenquadramento vale a partir do ano seguinte, com recolhimento complementar. Acima disso, os efeitos podem retroagir ao início do ano.

Posso ser MEI e sócio de outra empresa?

Não. O MEI não pode participar de outra empresa como sócio, titular ou administrador.

Como mudar de MEI para ME?

O titular solicita o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e, em seguida, transforma o registro em empresário individual ou em sociedade, como a SLU ou a LTDA.

Profissionais liberais podem ser ME?

Sim, em geral por meio de sociedade limitada ou sociedade simples. Muitas atividades intelectuais podem optar pelo Simples, conforme o anexo aplicável.

Como o Chambarelli Advogados pode ajudar

A área de Empresas & Novos Negócios define a estrutura e o enquadramento corretos e acompanha a transição de porte com segurança. Agende uma conversa para avaliar o melhor caminho para o seu negócio.

Conteúdo informativo, atualizado em outubro de 2026. Não substitui a análise do caso concreto.

Guilherme Chambarelli

Sobre o autor

Guilherme Chambarelli

Sócio-Fundador

Guilherme Chambarelli é advogado com atuação estratégica no Direito de Negócios, dedicando-se especialmente aos desafios jurídicos do Mercado Financeiro e de Capitais, da Economia Digital e da Governança de Empresas Familiares. Especialista em Direito Societário e Tributário, seu trabalho é pautado pela…

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