Como abrir uma empresa em 2026: passo a passo jurídico e tributário

Neste artigo
- 1. Qual tipo de empresa escolher?
- 2. Como definir as atividades (CNAE)?
- 3. Contrato social: o que não pode faltar?
- 4. Qual regime tributário escolher em 2026?
- 5. Registro, inscrições e licenças
- 6. Acordo de sócios: por que fazer no começo
- Perguntas frequentes
- Como o Chambarelli Advogados pode ajudar
Abrir uma empresa em 2026 exige quatro decisões que vão acompanhar o negócio por anos: o tipo societário, as atividades (CNAE), o regime tributário e as regras entre os sócios. O registro em si ficou mais rápido e digital; o que separa uma abertura bem feita de uma problemática é o planejamento dessas escolhas antes de protocolar qualquer documento.
Resumo
- Defina primeiro o modelo de negócio, os sócios e quanto cada um investe.
- Escolha entre MEI, SLU, LTDA ou S.A. conforme o porte e os planos de crescimento.
- Os CNAEs determinam licenças, tributos e até a possibilidade de usar o Simples.
- O regime tributário deve ser decidido com simulação, considerando a Reforma Tributária.
- Com sócios, faça um acordo de sócios desde o início.
1. Qual tipo de empresa escolher?
As opções mais usadas são:
- MEI: para quem fatura até o limite legal, exerce atividade permitida e trabalha sozinho ou com um empregado;
- SLU (Sociedade Limitada Unipessoal): uma pessoa, responsabilidade limitada e sem capital mínimo;
- LTDA: dois ou mais sócios, modelo mais comum e flexível;
- S.A.: para quem pretende captar investimento institucional ou ter governança mais robusta.
Porte (ME ou EPP) não é tipo societário, e sim enquadramento por faturamento, relevante principalmente para o Simples Nacional.
2. Como definir as atividades (CNAE)?
O CNAE deve refletir o que a empresa realmente faz. Ele define a alíquota do ISS, a necessidade de alvarás específicos, o anexo do Simples Nacional e, em alguns casos, impede a opção pelo regime. Um CNAE mal escolhido gera tributo maior ou autuação. Vale incluir as atividades que serão exercidas no curto prazo, sem exageros.
3. Contrato social: o que não pode faltar?
Além dos itens obrigatórios (nome, sede, objeto, capital e administração), o contrato social deve tratar de:
- quem administra e quais atos exigem aprovação dos sócios;
- regras para entrada e saída de sócios e cálculo dos haveres;
- o que acontece em caso de falecimento de um sócio;
- distribuição de lucros, inclusive desproporcional, se for o caso.
4. Qual regime tributário escolher em 2026?
A escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real depende de faturamento, margem, folha de pagamento e perfil dos clientes. Em 2026, entram dois fatores novos:
- a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil por mês por sócio, criada pela Lei 15.270/2025, que muda a conta entre pró-labore e distribuição de lucros;
- a Reforma Tributária do consumo, com a CBS substituindo PIS e Cofins em 2027 e a possibilidade de empresas do Simples recolherem CBS e IBS por fora.
A opção pelo Simples é feita no início da atividade ou em janeiro, e normalmente vale para o ano inteiro. Por isso, simule antes.
5. Registro, inscrições e licenças
- Consulta de viabilidade de nome e endereço na Junta Comercial e na prefeitura;
- registro do contrato social e obtenção do CNPJ, normalmente integrados pela Redesim;
- inscrição municipal e, se houver circulação de mercadorias, estadual;
- alvará de funcionamento e licenças sanitárias, ambientais ou do corpo de bombeiros, conforme a atividade;
- certificado digital, conta bancária e emissão de notas fiscais.
6. Acordo de sócios: por que fazer no começo
O contrato social é público; o acordo de sócios é privado e mais detalhado. Ele define dedicação de cada sócio, vesting, não concorrência, regras de venda de participação (tag along, drag along, preferência) e como resolver impasses. É muito mais barato e simples negociar essas regras quando todos estão alinhados do que depois de um conflito.
Perguntas frequentes
Preciso de capital social mínimo para abrir empresa?
Não, para LTDA e SLU. O capital deve ser compatível com a atividade; capital muito baixo pode ser usado como argumento em discussões de responsabilidade dos sócios.
Posso abrir a empresa no meu endereço residencial?
Em muitas cidades, sim, para atividades sem atendimento ao público ou com baixo impacto. A consulta de viabilidade na prefeitura responde essa pergunta antes do registro.
Quanto tempo leva para abrir uma empresa?
O CNPJ costuma sair em poucos dias quando a documentação está correta. Licenças específicas podem demorar mais, dependendo da atividade e do município.
Vale a pena começar como MEI?
Para atividades permitidas e faturamento baixo, sim. Quando há sócios, faturamento crescente ou atividade intelectual regulamentada, o MEI deixa de ser uma opção.
Como o Chambarelli Advogados pode ajudar
Pela área de Empresas & Novos Negócios e pelo Startup Desk, estruturamos a abertura completa: tipo societário, contrato social, acordo de sócios, regime tributário e registros. Agende uma conversa para planejar a sua empresa.
Conteúdo informativo, atualizado em outubro de 2026. Não substitui a análise do caso concreto.
