A abertura de uma empresa costuma ser marcada por entusiasmo, urgência e foco total no início da operação. Nesse contexto, o jurídico muitas vezes é tratado como etapa burocrática, resolvida com modelos prontos ou decisões apressadas.
Esse é o ponto em que surgem os erros jurídicos mais comuns na abertura de empresas, que raramente aparecem no curto prazo, mas geram conflitos, litígios e perda de valor à medida que o negócio cresce.
Evitar esses erros desde o início é uma das formas mais eficazes de garantir segurança jurídica, previsibilidade e liberdade para crescer.
Um dos erros mais recorrentes é enxergar o contrato social apenas como um documento necessário para obtenção do CNPJ.
Na prática, ele define quem decide, quem controla e como a empresa funciona juridicamente.
Contratos sociais genéricos ou mal ajustados costumam gerar:
conflitos entre sócios;
dúvidas sobre poderes de administração;
dificuldade para entrada de investidores;
insegurança em momentos de crise ou saída de sócios.
O contrato social precisa refletir a realidade do negócio, não apenas cumprir exigência formal.
Outro erro comum é confiar exclusivamente na boa relação entre os sócios e deixar temas sensíveis “para depois”.
Questões como:
divisão de poderes;
regras de saída;
sucessão de quotas;
diluição futura;
resolução de impasses,
quando não tratadas desde o início, costumam surgir no pior momento possível: quando há divergência estratégica ou crescimento acelerado.
A ausência de regras claras transforma conflitos naturais em disputas jurídicas.
A escolha equivocada do tipo societário é um erro silencioso, mas com alto custo futuro.
Optar por uma estrutura apenas por simplicidade inicial pode:
dificultar reorganizações;
limitar captação de investimentos;
gerar ineficiências tributárias;
exigir alterações estruturais sob pressão.
A estrutura societária deve ser pensada com visão de futuro, considerando crescimento, investimento e governança.
Muitas empresas nascem com relações informais, contratações mal definidas ou uso indevido de prestadores de serviço.
Esse modelo, quando não estruturado juridicamente, pode resultar em:
reconhecimento de vínculo empregatício;
passivos trabalhistas relevantes;
autuações e condenações futuras.
A prevenção jurídica trabalhista começa na forma como a empresa nasce, não quando o problema já está instalado.
Contratos prontos não consideram:
a realidade do negócio;
o setor de atuação;
os riscos específicos da operação;
a estratégia de crescimento da empresa.
Empresas que utilizam contratos genéricos ficam expostas a litígios evitáveis e insegurança jurídica em relações comerciais essenciais.
Contrato é instrumento estratégico, não formulário padrão.
Em muitos negócios, especialmente startups e empresas de serviços, os principais ativos são:
marca;
tecnologia;
know-how;
base de clientes.
A falta de proteção jurídica desses ativos pode gerar:
disputas de titularidade;
perda de valor em investimentos;
inviabilização de operações futuras.
Ativo sem proteção jurídica clara é ativo vulnerável.
A maioria desses erros não decorre de má-fé, mas de falta de orientação jurídica estratégica no momento da abertura da empresa.
O advogado empresarial atua para:
estruturar a empresa de forma adequada;
antecipar riscos invisíveis;
alinhar o jurídico à estratégia do negócio;
evitar correções custosas no futuro.
O Chambarelli Advogados atua na abertura e estruturação de empresas com foco em prevenção de riscos, organização societária e crescimento sustentável.
Os erros jurídicos na abertura de empresas raramente impedem o início da operação, mas comprometem o crescimento, a governança e o valor do negócio ao longo do tempo.
Estruturar corretamente desde o início não é excesso de cautela. É decisão estratégica.
Empresas que nascem bem estruturadas juridicamente crescem com menos conflitos, menos litígios e mais liberdade para evoluir.
14/07/2025
Guilherme Chambarelli
12/11/2025
Guilherme Chambarelli
16/11/2022
Guilherme Chambarelli