Startups não costumam falhar por falta de ideia, tecnologia ou mercado. Muitas travam — ou morrem — por erros jurídicos cometidos logo no início, que só aparecem quando o negócio começa a crescer, captar investimento ou se profissionalizar.
O problema é que, no ecossistema de inovação, o jurídico costuma ser tratado como algo secundário, resolvido com contratos genéricos, acordos informais e decisões improvisadas. O resultado é previsível: crescimento bloqueado, conflitos entre founders e investidores afastados.
Entender esses erros é essencial para quem quer escala, investimento e longevidade.
Um dos erros mais comuns em startups é a divisão societária feita de forma informal ou emocional, sem critérios claros de poder, responsabilidades e saída.
Quando não há regras bem definidas:
conflitos entre founders surgem rapidamente;
decisões estratégicas ficam travadas;
saídas de sócios se tornam traumáticas;
investidores enxergam risco excessivo.
Startups não quebram apenas por conflito societário, mas deixam de crescer por ele.
Muitas startups operam apenas com contrato social padrão, sem acordo de sócios ou mecanismos de vesting.
Isso gera situações críticas, como:
sócios que saem cedo mantendo participação relevante;
desequilíbrio entre contribuição e participação;
insegurança para novos investimentos;
disputas sobre controle e decisão.
Sem vesting e regras claras, o equity deixa de ser instrumento estratégico e vira fonte de conflito.
Startups costumam terceirizar desenvolvimento, marketing, tecnologia e operações. O erro está em fazer isso com contratos genéricos ou inexistentes.
As consequências são graves:
risco de reconhecimento de vínculo trabalhista;
dúvidas sobre titularidade de propriedade intelectual;
dependência excessiva de prestadores;
insegurança jurídica na due diligence.
Para investidores, contrato mal feito é sinônimo de risco oculto.
Em startups, o principal ativo quase sempre é intangível: software, marca, tecnologia ou modelo de negócio.
Quando a startup não protege juridicamente esses ativos:
não há garantia de titularidade;
desenvolvedores podem reivindicar direitos;
a empresa perde valor em rodadas de investimento;
o negócio pode se tornar inviável juridicamente.
Sem propriedade intelectual bem estruturada, não há ativo real para investir.
Outro erro recorrente é estruturar a startup sem pensar em investimento futuro.
Isso acontece quando:
o tipo societário é inadequado;
o contrato social não permite diluição organizada;
não há governança mínima;
cláusulas impedem entrada de investidores.
O resultado é a necessidade de “arrumar a casa” sob pressão, geralmente com perda de valuation e poder de negociação.
Startups que só acionam advogado quando o problema já existe costumam pagar mais caro — financeiramente e estrategicamente.
O jurídico, quando pensado apenas como defesa, deixa de cumprir seu papel principal: viabilizar crescimento com segurança.
O erro não está em errar rápido, mas em errar juridicamente.
Evitar esses erros exige atuação jurídica alinhada à lógica do ecossistema de inovação. Não se trata de burocratizar, mas de estruturar.
O Chambarelli Advogados atua com foco em startups e negócios inovadores, oferecendo:
estruturação societária estratégica;
acordos de sócios e vesting;
contratos compatíveis com escala;
preparação jurídica para captação e due diligence.
Startups precisam de jurídico que acompanhe o ritmo do negócio — não que o atrase.
Os erros jurídicos que travam startups raramente aparecem no início. Eles surgem quando o negócio começa a dar certo.
Estruturar corretamente desde o começo é o que permite:
crescer sem conflitos;
captar investimento com segurança;
preservar o controle;
transformar inovação em valor real.
No mundo das startups, crescer rápido sem estrutura jurídica é crescer para bater.
14/09/2024
Guilherme Chambarelli
10/11/2025
Guilherme Chambarelli
31/03/2025
Guilherme Chambarelli