A transição de liderança e de propriedade é um dos momentos mais críticos na vida de uma empresa. Estatísticas apontam que apenas 30% das empresas familiares chegam à segunda geração. O motivo? A ausência de um planejamento sucessório jurídico e estratégico.
No Chambarelli Advogados, entendemos que planejar a sucessão não é apenas sobre o futuro, mas sobre garantir a estabilidade e o valor do negócio no presente.
Diferente do inventário (que é reativo e ocorre após o falecimento), o planejamento sucessório é um conjunto de estratégias jurídicas preventivas. Ele organiza a transferência da gestão e do patrimônio de forma gradual, eficiente e tributariamente inteligente.
Propriedade: Quem serão os donos das quotas ou ações?
Gestão: Quem tomará as decisões do dia a dia? (Nem sempre o herdeiro é o melhor gestor).
Família: Como manter a harmonia e o sustento dos herdeiros sem prejudicar o caixa da empresa?
Existem diversas ferramentas que, combinadas, criam uma blindagem para o negócio:
A criação de uma empresa (Holding) para deter as participações societárias da empresa operacional facilita a gestão e reduz drasticamente a carga tributária sobre a herança e a distribuição de lucros.
Este é o instrumento ideal para definir regras de saída, critérios para herdeiros ocuparem cargos de diretoria e mecanismos de avaliação da empresa (Valuation).
Um documento ético-jurídico que define os valores da família e as regras de conduta para os membros que desejam (ou não) ingressar no negócio.
O maior medo de um fundador é ver o negócio de uma vida ser desmantelado por brigas familiares. Para evitar isso, o planejamento jurídico utiliza cláusulas de proteção:
Cláusula de Usufruto: O fundador doa as quotas aos herdeiros, mas mantém o direito ao voto e aos dividendos enquanto viver.
Cláusulas de Inalienabilidade e Impenhorabilidade: Protegem o patrimônio de dívidas futuras dos herdeiros ou da venda impensada de participação.
Mediação e Arbitragem: Estabelece que qualquer conflito será resolvido por especialistas, longe da lentidão e da exposição do Poder Judiciário.
Um planejamento bem executado evita que o patrimônio seja corroído pelo ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) e pelos custos advocatícios e judiciais de um inventário, que podem consumir até 15% a 20% do valor dos bens.
No Brasil, com as discussões sobre a Reforma Tributária, antecipar a sucessão tornou-se uma urgência para travar alíquotas e garantir a menor carga possível.
O planejamento sucessório não deve ser encarado como um tabu, mas como um ato de responsabilidade com os colaboradores, sócios e familiares. Uma sucessão profissionalizada atrai investidores e garante que o legado da empresa sobreviva às gerações.
O Chambarelli Advogados possui expertise em estruturação de Holdings e governança familiar, oferecendo soluções personalizadas para a realidade de cada negócio.
29/06/2025
Guilherme Chambarelli
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Guilherme Chambarelli
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Guilherme Chambarelli