A primeira rodada de investimento é um divisor de águas para qualquer startup. É o momento em que a ideia deixa de ser apenas um projeto promissor e passa a ser analisada com critérios de risco, governança e viabilidade jurídica.
O que muitos founders ignoram é que investidores não investem apenas no produto ou no time, mas na estrutura do negócio. Startups desorganizadas juridicamente não costumam ser rejeitadas de forma explícita — elas simplesmente deixam de avançar na conversa.
Organizar a startup antes da primeira rodada é o que separa negociações bem-sucedidas de oportunidades perdidas.
Antes de qualquer conversa formal com investidores, a startup precisa ter uma estrutura societária clara e coerente. Isso significa saber exatamente quem são os sócios, qual é a participação de cada um, quem decide e como as decisões são tomadas.
Estruturas improvisadas, combinados verbais ou contratos sociais genéricos levantam alertas imediatos em qualquer due diligence. O investidor precisa enxergar previsibilidade, governança mínima e capacidade de crescimento sem conflitos internos.
Startups que chegam à primeira rodada sem acordo de sócios ou regras claras de vesting carregam um risco que o investidor não quer assumir.
A ausência dessas regras costuma gerar dúvidas como:
o que acontece se um founder sair?
como ocorre a diluição futura?
quem controla decisões estratégicas?
como conflitos serão resolvidos?
Quando essas respostas não estão documentadas, o investimento tende a ser adiado ou abandonado.
Outro ponto crítico é a organização contratual. Investidores querem ter certeza de que:
a startup é titular da tecnologia que explora;
desenvolvedores e prestadores não têm direitos ocultos;
contratos com parceiros e fornecedores estão formalizados.
Sem proteção adequada da propriedade intelectual, a startup pode até ter produto, mas não tem ativo juridicamente investível.
Organizar uma startup antes da primeira rodada também significa escolher uma estrutura jurídica compatível com diluição, entrada de investidores e futuras rodadas.
Isso envolve:
tipo societário adequado;
contrato social preparado para investimento;
governança mínima;
clareza sobre instrumentos como mútuo conversível ou SAFE.
Startups que deixam essa organização para depois costumam pagar o preço com perda de valuation ou condições mais duras impostas pelo investidor.
Investidores não esperam que a startup esteja “pronta”, mas exigem que ela esteja organizada. Previsibilidade jurídica é o que permite avaliar risco, projetar crescimento e decidir investir.
O jurídico não precisa ser pesado ou burocrático. Ele precisa ser inteligente, alinhado ao estágio da startup e preparado para escalar.
Organizar uma startup antes da primeira rodada exige atuação jurídica estratégica, não reativa. O advogado especializado ajuda a:
estruturar sociedade e governança;
organizar contratos e IP;
preparar a empresa para due diligence;
evitar erros que afastam investidores.
O Chambarelli Advogados atua ao lado de startups desde a fase inicial, estruturando o negócio para crescer, captar investimento e escalar com segurança jurídica.
A primeira rodada não começa no pitch. Ela começa na organização jurídica da startup.
Quem se organiza antes negocia melhor, capta mais rápido e preserva valor. Quem improvisa juridicamente tende a perder tempo, oportunidades e controle.
No ecossistema de startups, organização é vantagem competitiva.