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Cláusulas que toda empresa deveria ter em seus contratos

12/01/2026

Guilherme Chambarelli

Conheça as cláusulas contratuais indispensáveis para empresas que querem reduzir riscos, evitar litígios e proteger o negócio.


Por que as cláusulas contratuais são decisivas para a empresa?

Contratos empresariais não servem apenas para formalizar relações. Eles são instrumentos de gestão de risco, previsibilidade e proteção patrimonial.

Grande parte dos conflitos empresariais nasce não de má-fé, mas de:

  • contratos genéricos,

  • cláusulas mal redigidas,

  • ausência de previsões para cenários críticos.

Um contrato bem estruturado não elimina conflitos, mas define quem assume o risco, em que condições e com quais consequências.


Cláusulas que não podem faltar em contratos empresariais

1. Cláusula clara de objeto e escopo

A definição precisa do objeto evita discussões futuras sobre:

  • o que está incluído,

  • o que não está,

  • quais atividades são obrigação de cada parte.

Quanto mais técnico ou complexo o serviço, mais detalhado deve ser o escopo. Ambiguidade aqui é convite ao litígio.


2. Cláusula de obrigações das partes

Não basta dizer “prestará o serviço”. É essencial:

  • detalhar responsabilidades,

  • definir limites de atuação,

  • esclarecer deveres acessórios.

Essa cláusula protege contra cobranças indevidas e amplia a segurança jurídica da execução contratual.


3. Cláusula de remuneração e condições de pagamento

Toda empresa deveria prever:

  • valores,

  • prazos,

  • forma de pagamento,

  • reajustes,

  • consequências do inadimplemento.

A ausência de critérios objetivos costuma gerar disputas financeiras e alegações de abuso ou enriquecimento sem causa.


4. Cláusula de limitação de responsabilidade

Essencial para evitar passivos desproporcionais.

Essa cláusula define:

  • até onde vai a responsabilidade de cada parte,

  • exclusão de lucros cessantes ou danos indiretos,

  • limites financeiros de indenização.

Empresas que não limitam responsabilidade assumem riscos que podem comprometer o próprio negócio.


5. Cláusula de confidencialidade

Toda relação empresarial envolve informações sensíveis:

  • dados estratégicos,

  • know-how,

  • informações financeiras ou comerciais.

A cláusula de confidencialidade protege não apenas durante o contrato, mas após o seu encerramento, evitando uso indevido ou vazamentos.


6. Cláusula de propriedade intelectual

Indispensável em contratos de:

  • tecnologia,

  • marketing,

  • criação de conteúdo,

  • desenvolvimento de software,

  • prestação de serviços especializados.

Ela define quem é titular:

  • de marcas,

  • códigos,

  • metodologias,

  • materiais produzidos.

A ausência dessa cláusula gera disputas complexas e, muitas vezes, perda de ativos estratégicos.


7. Cláusula de não concorrência e não aliciamento

Quando juridicamente adequada, essa cláusula:

  • protege o modelo de negócio,

  • evita concorrência desleal,

  • impede aliciamento de clientes ou colaboradores.

Deve ser proporcional, limitada no tempo e no espaço, sob pena de nulidade.


8. Cláusula de rescisão e consequências do término

Todo contrato deveria prever:

  • hipóteses de rescisão,

  • prazos,

  • multas,

  • efeitos financeiros,

  • obrigações pós-contratuais.

Contratos que não tratam bem do fim da relação costumam gerar os conflitos mais graves.


9. Cláusula de solução de conflitos

Definir previamente como os conflitos serão resolvidos evita insegurança e custos excessivos.

A empresa pode optar por:

  • foro judicial específico,

  • mediação,

  • arbitragem,

  • cláusulas escalonadas.

A escolha correta impacta diretamente tempo, custo e exposição do negócio.


10. Cláusula de compliance e legalidade

Cada vez mais relevante, essa cláusula reforça:

  • cumprimento da legislação aplicável,

  • normas regulatórias,

  • padrões éticos e de governança.

Além de prevenir riscos legais, fortalece a imagem institucional da empresa.


O erro mais comum: usar contratos “modelo”

Contratos genéricos ou copiados da internet:

  • não refletem a realidade do negócio,

  • não distribuem corretamente os riscos,

  • deixam lacunas perigosas.

Um contrato empresarial deve ser customizado, alinhado à operação, ao setor e ao estágio da empresa.


Como o Chambarelli Advogados atua na estruturação contratual?

No Chambarelli Advogados, contratos não são tratados como documentos isolados, mas como parte da Arquitetura Jurídica do negócio.

Nossa atuação envolve:

  • análise do modelo empresarial,

  • identificação de riscos específicos,

  • redação estratégica de cláusulas,

  • alinhamento entre contrato, operação e crescimento.

O objetivo é claro: reduzir conflitos, proteger ativos e dar segurança para decisões empresariais.


Conclusão

Contratos empresariais bem estruturados:

  • evitam litígios,

  • reduzem custos ocultos,

  • protegem o patrimônio,

  • aumentam a previsibilidade do negócio.

Mais do que cumprir formalidades, cláusulas bem pensadas são ferramentas estratégicas de gestão.

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